Logo
Agenda < >

Balleteatro no Coliseu

Abertura da nova temporada

29 Set / 21H
Coliseu Porto Ageas
Mother
Sinopse
Um grupo de adolescentes enfrenta um velho legado deixado por outros. Ainda agora chegaram e já começaram a duvidar de tudo. Isso dá muitas dores de cabeça. São muitos corpos a fazer muito barulho. Que sorte, a nossa. No palco, alguém se esqueceu de uma casa simbólica, uma caverna ao estilo contemporâneo, que dá pelo nome de Mother. Parece de outros tempos, repleta de legados e obrigações. Mas, esta noite, está tudo prestes a começar. E é tão bom, faz tão bem. A adolescência é a ânsia de instigar o início. A alegoria da caverna diz-nos que é preciso abandoná-la para ver a luz; a alegoria da Mother diz-nos que é preciso fazer perguntas. O palco torna-se uma zona propícia para reivindicar heranças e para interrogá-las. Há muito barulho no palco – tantas dúvidas e tanto ainda por fazer. O futuro vai começar.

 
Beat Raíz
Sinopse
Este projeto parte da Portugalidade como território vivo de memória, corpo e identidade, cruzando-a com a energia contemporânea das danças urbanas. A proposta cria um diálogo entre tradição e presente, entre o coletivo e o individual, entre o gesto herdado e o impulso criativo da rua.

Num palco que acolhe a diversidade de linguagens do nosso tempo, o movimento torna-se ponte entre gerações e realidades sociais, revelando como as danças urbanas podem afirmar pertença, resistência, comunidade e transformação. Através de uma linguagem fisicamente intensa, simples do ponto de vista técnico e com forte impacto simbólico, a apresentação procura celebrar o encontro entre raízes culturais portuguesas e expressões urbanas contemporâneas, promovendo um significado social pertinente e atual.


TUDO COMEÇA NUM PONTO 
Sinopse
Partindo da ideia de Kandinsky de que tudo começa num ponto e que, ao entrar em movimento, esse ponto dá origem à linha, esta criação transpõe esse princípio para a dança. Um movimento inicia-se, atravessa diferentes corpos e transforma-se a cada encontro. Ecoa, propaga-se e encontra constantemente novas formas de existir. Tal como o ponto de Kandinsky contém em si o potencial de todas as formas, também um movimento pode dar origem a infinitas possibilidades de relação. 

 
Desculpem o incómodo. 
Sinopse
Antes de nos ouvirem, já existia uma teoria para o nosso silêncio. Antes de nos conhecerem, já existia uma narrativa sobre a nossa ausência. 
Esta noite, estamos aqui enquanto contradição, enquanto dúvida — matéria que ainda não encontrou uma forma definitiva (e ainda bem!!! A identidade estanque é uma secaaaaaaa).
Existe uma espécie de quiet dumping — um depósito silencioso de tudo aquilo que uma geração anterior já não consegue sustentar. Não só as crises, mas as suas consequências; não só os problemas, mas a responsabilidade pela sua resolução. Um processo de transferência através do qual o peso histórico, económico, ecológico e afetivo de um planeta em falência é colocado sobre corpos que ainda nem tiveram tempo de se constituir enquanto futuro.
Somos aqueles que vos devolvem uma imagem como um espelho: e o reflexo não é nada bom, nada sedutor.
Mas estamos aqui. Ou ainda estamos aqui. Livres, leves e soltas.
Esta noite fazemos barulho. Os nossos corpos vão criar uma amálgama mais que perfeita. É para fazer buracos no chão, amores, é para saltar tão alto que vamos tocar as nuvens com as pontas dos dedos.
 
Estamos vivos.
“E estar vivo é o contrário de estar morto.”

 
ESTE GRANDE PALCO DE TOLOS
A partir de Rei Lear, do William Shakespeare

Sinopse
“Quando nascemos, choramos por ter chegado a este grande palco de tolos.” – é a esta profundíssima reflexão existencial que Lear chega depois de ter perdido tudo – o poder, a família, a razão. Talvez esta seja uma forma de Shakespeare nos dizer que para vermos a verdade com “olhos de ver” tenhamos que passar primeiro para o lado de lá – o dos loucos, dos cegos, dos mendigos. Nesta proposta cénica, vinte e quatro jovens habitam um hospício – o grande palco de tolos que é o mundo. Tal como na vida de todos os dias, uns nasceram para ser Lear, outros para ser Cordélia, outros para ser Regan e outros para ser Goneril. Ah! E depois há uns quantos que nasceram para ser o Bobo. Mas aqui, ao contrário da vida de todos os dias, ninguém sabe bem quem é ou deixa de ser e todos são tudo e o seu contrário – “de génio e de louco, todos temos um pouco”. Foucault escreveu que a psiquiatria é apenas o monólogo da razão sobre a loucura. Pois, neste hospício, só os loucos falam. É a nossa vingançazinha.
Setembro 2026
Outubro 2026